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8 de fevereiro de 2018

DA CHUVA QUE CAI | POR ANDERSON C. SANDES




Quão apressadas caem
essas gotas nos torrões.
Como quem sente saudade,
logo voltam a correr, seguem o curso
como fora em outrora.

Não sabeis, pois, que
a vida é hostil?
Ou apenas seguem essa
tirânica lei natural
de ir e vir... ir e vir...

Apegamos-nos tanto com a vida em terra
que, ao subirmos, o primeiro instinto 
é olhar para baixo,
como quem sente falta...
e poeticamente caímos.

Caso um dia eu evapore
e tenha a chance de lucidez em ar,
é possível que eu volte, que eu caia...
Gosto da caminhada.
(apesar de doerem minhas pernas)
inda mais quando chove.


Anderson C. Sandes
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