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18 de maio de 2016

DISFARCE | POR ANDERSON C. SANDES



Não estou chorando,
estou chovendo!
Chove nos desertos
de minhas pálpebras
pra dentro

Por fora das janelas da alma
observo a chuva.
Cheiro de face molha...
Cheia de nuvens pesadas.
Cinza, tal qual dia nublado.

Há enchente nas maçãs
e no canto da boca.
Banquete salgado...
Mesa farta.
Época das cheias.

Terra fértil se faz o rosto.
O que plantarei?
Quiçá um sorriso,
talvez uma micro expressão
de graça... de graça.

Farei a colheita, depois!
Com foice ou navalha,
com mãos ou com máquina.
O que for melhor...
O que tiver mais poesia.

Por hora, chove aqui.
Depois vem o sol,
talvez venha a noite
A noite é mais quente
das minhas janelas pra dentro.

Anderson C. Sandes

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