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12 de abril de 2013

OS EXERCÍCIOS E OS PORTADORES DE DOWN


Apesar de muita gente acreditar que as pessoas com síndrome de Down não podem fazer exercícios, por causa de algumas limitações, as atividades físicas podem, na verdade, serem muito benéficas nesses casos, segundo especialistas. Uma dos distúrbios genéticos mais comuns do mundo - acometendo um a cada 660 a 800 nascidos vivos -, a síndrome de Down é caracterizada por uma combinação de diferenças na estrutura corporal, e associada a algumas dificuldades cognitivas e no desenvolvimento físico.

De acordo com o médico Benjamin Apter, especialista em medicina esportiva, as pessoas que têm a síndrome tem algumas características que, se num primeiro momento parecem impeditivas à prática de atividades físicas, na verdade, fazem com que os exercícios adequados sejam ainda mais indicados para pessoas com a condição. Dentre esses fatores, o especialista destaca maior presença de doenças cardíacas congênitas e problemas respiratórios, instabilidade entre a primeira e a segunda vértebras cervicais, hipotireoidismo, distúrbios de visão e hipotonia - diminuição do tônus muscular.

O médico destaca que a prática de atividades físicas, acompanhada por especialistas, pode ajudar no tratamento de problemas associados à síndrome de Down e fazer parte do trabalho interdisciplinar realizado para estimular o desenvolvimento psicomotor dessas pessoas. Para tanto, esse trabalho deve ser feito por uma equipe qualificada, formada por médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de educação física especializados.

“O fortalecimento muscular supervisionado é muito importante para a estabilização da coluna vertebral, para as articulações e para a boa postura, além de melhorar a composição corporal diminuindo as regiões com gordura localizada e aumentando a massa magra”, explicou Benjamin Apter. “Embora deva haver estímulo para a prática de exercícios em grupo, é preciso que as atividades sejam personalizadas, para evitar danos ou agravamento de condições anteriores à prática em pessoas com síndrome de Down”, concluiu.

Fonte: Lívia Clozel Comunicação / Academia B - Active. Press release. 20 de outubro de 2010.
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